tony, muito prazer ;)
 
Um dia a idade já foi 9 e a ideia ainda não era ter ideia alguma: por enquanto não precisava.

Um PC no escritório – sempre junto das casas onde vivi, pertencente a uma família especial e unida, simples e zelosa, centrada e independente (a minha!) – um tal de Corel Draw!5 aberto e um “por que não?”, já com a mão no mouse. Foi assim que comecei o caminho que descreve-se aqui.

Até os 14 anos, o “mexer no Corel” era ocupação e diversão (mesmo tendo jogos no pc), e o que não era nada já se transformava numa ideia, que só fui saber mesmo qual era um ano mais tarde: publicidade, depois de ver um filme que contava um pouco da área – sem contar a natural adoração pelo que se via na telinha e impresso cidade à fora.

E dos 15 aos 17, o ensino médio foi de compromisso e pesquisa: o que era e o que poderia fazer na publicidade; onde e porque estudar lá. A UFPR não deu (por 3 questões, numa concorrência de 31 por vaga), mas com o ENEM e o 1º ano de Prouni, sim: primeiro lugar em 4 faculdades particulares e terceiro em mais uma. A Tuiuti e sua grade interdisciplinar eram a escolha. “o que você quer ser quando crescer, Antonio? Publicitário.” A bolsa integral veio abençoar este sonho.

“E então, sabe o que quer fazer na publicidade? Sim, Direção de Arte”.
E entre os estudos [muitos!] da própria graduação, o tempo livre dedicado ao estudo (igualmente autodidata) de design e artes visuais, suas metodologias, práticas e tecnologias. Estive no turno da manha até metade do 5º período, o que não quer dizer que não havia interesse no que faço: os frilas eram o [escasso] ganha-pão, e o aprendizado na prática. O trabalho [voluntário] na instituição da minha família desde os 15 anos, para aquisição de [entre outros conhecimentos] experiência em comunicação institucional. Dois meses depois de transferido para a noite, o primeiro estágio: 3 meses e meio de novo aprendizado.

E chegamos aqui, aos meus vinte e poucos anos, formado com louvor, naquilo que escolhi. Aquela ideia é uma paixão, insubstituível e irrepreensível: direção de arte. Aquela ideia hoje é ter oportunidade: mesmo que desconfiem da minha experiência. Mesmo que perca aquela pra quem pode o que não posso, e não faça o que eu faço. Para mostrar que sei ter ideias, até não ter ideia alguma. Ou aproveitá-las de outra maneira.

O resto fica descrito no curriculum, fica escrito no blog, fica conhecido por aqui.
 
 < primeiros traços  
 < primeiras logos  
 < primeiros designs
   
 

 
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